Neocolonialismo tecnológico e a extinção do modelo atual de trabalho !!

Se dá o nome de neocolonialismo ao processo de dominação política e econômica instituído por grandes potências capitais ao fim do século XIX e ao longo do século XX, sobre continentes menos desenvolvidos como África e Ásia.
O grande crescimento das indústrias gerou um excedente de produção sem precedentes, assim, foi necessário que potências buscassem o aumento do seu mercado e também, procurassem matéria-prima a baixo custo. Então, por esse motivo, buscavam fazer de áreas dominadas grandes mercados para o consumo de seus produtos e também para o fornecimento de matéria-prima.
Com o argumento levando em base o Darwinismo social, a Europa se declarava o auge do desenvolvimento humano, assim pegavam produtos mais carentes na Europa, não só como carvão, ferro e petróleo, mas também produtos alimentícios.
Assim, surgiu o argumento de que se dev levar o progresso da ciência e da tecnologia ao mundo, portanto, as potências econômicas, principalmente da Europa, se viam nesse papel.
Em compensação, a África e a Ásia eram consideradas como sociedades incivilizadas.
Entre todos os países que entraram nesta busca no neocolonialismo, o que obteve maior sucesso foi a Inglaterra, sendo capaz de fundar um grande Império Colonial, todo o continente africano foi conquistado, exceto a Etiópia e a Libéria.
Já no continente Asiático, apesar de sua resistência, não foi diferente. O Japão, por sua vez, conseguiu impedir por séculos a dominação de seus territórios, porém, a partir da segunda metade do século XIX, as forças militares dos EUA forçaram a abertura econômica japonesa.
Somente no século XX que as colônias conseguiram suas independências, algumas conseguiram apenas recentemente, por volta da década de 1970. Em todas estas ex-colônias, pôde se encontrar sérios problemas sociais e econômicos.

Monopólios e invenções tecnológicas

A industrialização inglesa, no século XVIII, provocou a formação de grandes empresas que passaram a monopolizar a produção.
A partir de 1860, iniciou-se uma segunda etapa da Revolução Industrial. Nessa nova fase, o aço substituiu o ferro como material industrial básico, o vapor deu lugar à eletricidade e o petróleo passou a ser utilizado como força motriz em lugar do carvão.
Destacou-se, também, a introdução de uma maquinaria automática para auxiliar no crescimento da produção, a extrema divisão do trabalho e uma verdadeira revolução nos meios de transporte e comunicação.
A partir daí o capitalismo industrial foi excedido pelo capitalismo financeiro, originando a concentração de empresas e enormes complexos industriais. Com isso, surgiram grandes conglomerados econômicos, como os trustes, cartéis e holdings.
O crescimento descontrolado da indústria gerou um grande excedente de produção, que entrou em choque com o desemprego provocado pela larga utilização de máquinas no processo industrial.
As grandes potências, visando manter o ritmo de desenvolvimento, necessitavam de mercados. Surgiu, assim, uma expansão imperialista que atingiu, principalmente, a África e a Ásia, que se tornaram palco de disputas e rivalidades na divisão do mercado mundial.
Desde então, com o crescimento do mercado e com a revolução industrial, vem se exigindo um maior aperfeiçoamento dos operários, pois as máquinas têm tomado lugar da mão de obra.
Apesar disso, com o uso das máquinas foi possível para as empresas um aumento muito grande na produção, porém, a mão de obra artesanal foi muito afetada com isso, gerando assim muitas crises de desemprego.
Por fim, o neocolonialismo é resultado da revolução industrial, que com o aumento do mercado foi necessário a busca por matéria-prima e mão de obra barata, com base em argumentos de superioridade e em uma condição de troca, países, empresas, ou qualquer outro que se julgue superior utilizam, seja de matéria-prima ou mão de obra barata de outros menos desenvolvidos.
Um exemplo básico do neocolonialismo atual, usando um falso conceito de troca, é a mão de obra barata dos haitianos no Brasil, que era oferecido um trabalho, como em construções, carvoarias e frigoríficos. Com a evolução tecnológica, as pessoas tendem a se aperfeiçoar para garantir seus lugares e empresas que ainda optem por uma mão de obra mais barata não encontram opções, senão a exploração de quem precisa.
Hoje já chegamos a quarta revolução industrial, também conhecida como indústria 4.0. A quarta mudança traz consigo uma tendência à automatização total das fábricas, seu nome vem, na verdade, de um projeto de estratégia de alta tecnologia do governo da Alemanha, trabalhado desde 2013 para levar sua produção a uma total independência da obra humana. Com toda a tecnologia, os países preveem quase 14,2 bilhões de dólares na economia mundial, porém, isso pode acabar com cinco milhões de vagas de trabalho nos 15 países mais industrializados do mundo.
No entanto, haverá um alto requisito de especialistas nesse tipo de tecnologia, o que vai causar uma mudança na forma como se vê o profissional. Hoje, muitas pessoas ainda trabalham em coisas degradantes, que exigem um esforço sobre-humano e desgastante.
Já com as tecnologias, será possível inserir máquinas para que façam esses trabalhos repetitivos, forçados e longos para que os seres humanos sejam utilizados naquilo que realmente exige alto intelecto, criatividade e soluções mais complexas.
Be prepared and keep going
Antonio Araujo Jr

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